Se eu pudesse voltar sobre ois meus passos,
eu seguiria
o caminho dos insensíveis.
neste por onde ando,
há somente a companhia,
quase sempre,
do ressoar dos meus passos.
É um caminho solitário
este popr onde ando
São poucos os caminhantes
que andam poe este caminho,
E quando nos alcançamos,
estamos tão distantes
na distancia do silêncio
que não podemos dizer o que pensamos.
O caminho do que sentem
é por demais solitário,
Na paisagem sem palavras,
Apenas passos ressoam
na arides do pensamento.
Mas talves eu caminhasse
ainda mais solitário
se eu sequisse o outro caminho.
Já não sei que caminho eu sequiria
se eu pudesse voltar sobre os meus passos.
SONETO
Eu pensava na vida errante e vago
Como o nauta perdido em noite escura,
Mas tu te ergueste peregrina e pura
Como o cisne inspirado em manso lago,
Beijava a onda num soluço mago
Das moles plumas a brilhante alvura,
E a voz ungida de eterna doçura
Roçava as nuvens em divino afego.
Vi-te, e nas chamas de fervor profunda
A teus pés afoguei a mocidade
Esquecida de mim,de Deus, do mundo!
Mais ai! cedo fugiste!...da soidade,
Hoje te imploro desse amor tão profundo
Uma idéia,uma queixa,uma saudade!
DEIXA-ME
Quando cansado da virgiília insana
Declino a fronte n"um dormir profundo,
Porque teu nome vem ferir-me o ouvido,
Lembra-me o tempo que passei no mundo?
Por que teuvulto se levanta airoso,
Tremente em ânsias de volúpia infinda?
E as formas nuas, e ofegantes o seio,
No me retiro vens tentar-me ainda?
Por que me falas de venturas longas,
Por que me apontas um porvir de amores?
E o lume me pedes à fogueira extinta,
Doces perfumes a polutas flores?
Não basra ainda essa existência escura,
Página treda que a teus pés compus?
Nem essas fundas, perenais angústias,
Dias sem crenças e serões sem luz?
Não basta o quadro de meus verdes anos
Manchado e roto, abandonadp ao pós?
Neste este exílio, do rumor no centro,
Onde pranteio desprezada e só?
Ah! não me lembres do passado as cenas,
Nem essa jura desprendida a esmo!
Guardaste a tua? a guantos outros, dize,
A quantos outros não fizeste o mesmo?
A quantos outros,inda lábios quentes
De ardentes beijos que eu te dera então,
Não apertaaste no vazio seio
Entre promessas de eternal paixão?
Oh! fui um douda que segui teus passos,
Que dei-te em versos da beleza a palma;
Mas tudo foi-se, e esse passado negro
Por que sem pena me desperta n"alma?
Deixa-me agora repousar tranguila,
Deixa-me agora dormitar em paz,
E com teus risos de infernal encanto
Em meu retiiro não me tendes mais!
O LAÇO DE FITA
Não sabes, criança? "Stou louco de amores...Prendi meus afetos, formosa Pepita,
Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!
Não rias, prendi-me
Num laço de fita.
Na selva sombria de tuas madeixas,
Nos negros cabelos da moça bonita,
Fingindo a serpente qu´enlaça a folhagem,
Formoso enroscava-se
O laço de fita
Meu ser, que voava nas luzes da festa,
Qual pássaro bravo,que os ares agita,
Eu vi de repente cativo, submisso
Rolar prisioneiro
Num laço de fita.
E agora enleada na tênue cadeia
Debalde minh´alma se embate, se irrita....
O braço, que rompe cadeias de ferro,
Não quebra teus elos,
O laço de fita!
Meus Deus! As falenas têm asas de opala,
Os astros se libram na plaga infinita,
Os anjos repousam nas penas brilhantess....
Mas tu...tens por asas
Um laço de fita.
Há pouco voavas na célere valsa,
Na valsa que anseia,que estua e palpita.
Por que é que tremeste? Não era, meus lábios.....
Beijava-te apenas.....
Teu laço de fita.
Mai ai! findo o baile,despindo os odornos
N´alcova onde a vela ciosa....crepita,
Talvez da cadeia libertes as tranças
Mas eu... fico preso
No laço de fita.
Pois bem! Quando um dia na sombra do vale
Abrirem-me a cova....formosa Pepita!
Ao menos arranca meus louros da fronte,
E dá-me por c´roa....
Teu laço de fita.



