domingo, 13 de fevereiro de 2011

O CAMINHO DO SILÊNCIO

 

Se eu pudesse voltar sobre os meus passos,
eu seguiria
o caminho dos insensíveis.
Neste por onde ando,
há somente a companhia,
quase sempre,
do ressoar dos meus passos.


                                                   É um caminho solitário
                                                   este por onde ando,
                                                   São poucos os caminhantes
                                                   que andam por   este caminho,
                                                   E  quando nos alcançamos,
                                                   estamos tão distantes
                                                   na distância do  silêncio
                                                  que não podemos dizer o que pensamos.


O  caminho dos que sentem
é por demais solitário.
Na paisagem sem palavras,
apenas passos ressoam
na aridesz do pensamento.
Mas talvez eu camnhasse
ainda mais solitária
se eu seguisse o outro caminho.
Já não sei que caminho eu seguiria
se eu pudesse voltar sobre os meus passos.

Um comentário:

  1. belíssima reflexão sobre nossas decisões e suas consequências... parabéns pela poesia! abraços

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LAGRIMAS

Lagrimas me vêm aos olhos.Esforço-me para que não
rolem na face, e todos vejam a minha tristeza.
Não quero que saibam da minha decepção.
Antes, todos me viam feliz, rindo por todos os cantos.
A alegria transbordava nos meus gestos, pelo meu olhar,
nos meus muito sorrisos.Hoje, fujo de todos. Não quero
que me vejam, pois o sorriso fugiu dos meus lábios, a
tristeza inundou meu coração. A fonte da minha alegria
e foi. Você, que até pouco encantava minha vida, agora, é
a razão do meu desencanto. Por que você se foi e deixou
este grande vazio no meu peito? Uma frieza tão intensa que

congelou meu coração, endureceu o meu rosto
e emudeceu a minha voz. Sem forças para responder
gualquer coisa, ouvi
perplexa a dura sentença e contemplei atônica a sua ida.
Sou um vulto agora, a perambular pelos cantos, tentando
compreender a crueldade do seu gesto.


REFLEXÇÃO

A VIDA PRESENTE

Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida.

Olho meus companheiros, nutrem esperanças.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Vamos de mãos dadas.



Não serei cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer,

não fugirei para as ilhas,

nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria: o tempo presente,

os homens presentes, a vida presente.

UM SOPRO DE VIDA


Não aguento muito tempo um sentimento
porque passo a ter angústia
e meu pensamento fica ocupado com o sentimento
e eu me desvencilho dele de qualquer jeito
para ganhar de novo a minha liberdade de espírito.

Sou livre para sentir. Quero ser livre para raciocinar.
Aspiro a uma fusão de corpo e alma.

Não consigo compreender para os outros.

Só na desordem de meus sentimentos é que compreendo
para mim mesma e é tão incompreensível o que eu sinto
que me calo e medito sobre o nada.