quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

BÁLSAMO.

Bálsamo


Seus olhos seus imensos oceanos
E neles quero sempre navegar
Já venho traçando tantos planos
Pois sei que o amor é como o mar

Um mar das maiores incertezas
Um mar das melhores ilusões
Lídima pérola entre as riquezas
Bálsamo aquecido nos vulcões

Seus olhos são céus em polvorosa
E neles como pássaro voarei
Buscando sonhar em verso e prosa
Pois sei que o amor é como um rei

Um rei que nunca perde o trono
Um rei que domina sem cessar
Indelével bálsamo sem dono
Enigma flutuando sobre o mar

E sempre que paro um pouco e penso
Em um motivo pra todo dia acordar
Só vejo o amor num céu imenso
Ainda que eu não saiba onde ele está

Pois mergulhando nos seus olhos perco o senso
Como se alma, enfim, vagasse em seu luar
E se o amor for mesmo mar de azul intenso
Não me socorra, por favor, deixe-me afogar.

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LAGRIMAS

Lagrimas me vêm aos olhos.Esforço-me para que não
rolem na face, e todos vejam a minha tristeza.
Não quero que saibam da minha decepção.
Antes, todos me viam feliz, rindo por todos os cantos.
A alegria transbordava nos meus gestos, pelo meu olhar,
nos meus muito sorrisos.Hoje, fujo de todos. Não quero
que me vejam, pois o sorriso fugiu dos meus lábios, a
tristeza inundou meu coração. A fonte da minha alegria
e foi. Você, que até pouco encantava minha vida, agora, é
a razão do meu desencanto. Por que você se foi e deixou
este grande vazio no meu peito? Uma frieza tão intensa que

congelou meu coração, endureceu o meu rosto
e emudeceu a minha voz. Sem forças para responder
gualquer coisa, ouvi
perplexa a dura sentença e contemplei atônica a sua ida.
Sou um vulto agora, a perambular pelos cantos, tentando
compreender a crueldade do seu gesto.


REFLEXÇÃO

A VIDA PRESENTE

Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida.

Olho meus companheiros, nutrem esperanças.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Vamos de mãos dadas.



Não serei cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer,

não fugirei para as ilhas,

nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria: o tempo presente,

os homens presentes, a vida presente.

UM SOPRO DE VIDA


Não aguento muito tempo um sentimento
porque passo a ter angústia
e meu pensamento fica ocupado com o sentimento
e eu me desvencilho dele de qualquer jeito
para ganhar de novo a minha liberdade de espírito.

Sou livre para sentir. Quero ser livre para raciocinar.
Aspiro a uma fusão de corpo e alma.

Não consigo compreender para os outros.

Só na desordem de meus sentimentos é que compreendo
para mim mesma e é tão incompreensível o que eu sinto
que me calo e medito sobre o nada.