terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O BEIJA-FLOR


O BEIJA-FLOR

SOU COMO UM BEIJA-FLOR, QUE CATIVADO NUM JARDIM EM BUSCA DE SUSTENTO,
DE FLOR EM FLOR, COLHO MEU ALIMENTO.
A CADA MANHA, COM ALEGRIA VOU SAUDAR;
A FLOR-MENINA, QUE O ORVALHO A FEZ DESABROCHAR.
MAS DE REPENTE, SINTO ALGO ESTRANHO ACONTECER;
AS FLORES ESTAO SUMINDO, OS VENTOS AUMENTANDO...
EM INSTANTES VEJO O MEU JARDIM DESAPARECER.
ENTAO OBRIGO-ME A DAR ASAS AO VENTO E VOAR;
MAS POREM EU PROMETO:
PASSARO ERRANTE HEI DE SER,
E POR MAIS JARDINS QUE EU VEJA,
JAMAIS IREI POUSAR;
VOAREI ONDE O VENTO ME LEVAR.
MAS SE O DESTINO PERMITIR,
E O VENTO ME PERGUNTASSE ONDE DESEJO SER LEVADO,
EU PEDIRIA QUE FOSSE AO MEU JARDIM QUERIDO,
E SE ENTAO FLORIDO ESTIVESSE,
MINHA PROMESSA QUEBRARIA;
E SEM MEDO DE ERRAR,
DE NOVO POUSARIA.
MAS SE O DESTINO NÃO ME PERMITISSE TAL ALEGRIA;
DE TRISTEZA COM CERTEZA MORRERIA.
E SE ALGUEM, AO PASSAR SE PERGUNTADO O PORQUÊ,
O PORQUÊ DE TAMNHA TRITEZA ONDE FORA UM DIA UM JARDIM?
SEM RESPOSTAS, COM CERTEZA CONSTRUIRA ALI,
UM NOVO JARDIM;
SEM SEQUER SABER QUE O HAVIA CONSTRUIDO SOBRE OS RESTOS DE MIM.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

LAGRIMAS

Lagrimas me vêm aos olhos.Esforço-me para que não
rolem na face, e todos vejam a minha tristeza.
Não quero que saibam da minha decepção.
Antes, todos me viam feliz, rindo por todos os cantos.
A alegria transbordava nos meus gestos, pelo meu olhar,
nos meus muito sorrisos.Hoje, fujo de todos. Não quero
que me vejam, pois o sorriso fugiu dos meus lábios, a
tristeza inundou meu coração. A fonte da minha alegria
e foi. Você, que até pouco encantava minha vida, agora, é
a razão do meu desencanto. Por que você se foi e deixou
este grande vazio no meu peito? Uma frieza tão intensa que

congelou meu coração, endureceu o meu rosto
e emudeceu a minha voz. Sem forças para responder
gualquer coisa, ouvi
perplexa a dura sentença e contemplei atônica a sua ida.
Sou um vulto agora, a perambular pelos cantos, tentando
compreender a crueldade do seu gesto.


REFLEXÇÃO

A VIDA PRESENTE

Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida.

Olho meus companheiros, nutrem esperanças.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Vamos de mãos dadas.



Não serei cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer,

não fugirei para as ilhas,

nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria: o tempo presente,

os homens presentes, a vida presente.

UM SOPRO DE VIDA


Não aguento muito tempo um sentimento
porque passo a ter angústia
e meu pensamento fica ocupado com o sentimento
e eu me desvencilho dele de qualquer jeito
para ganhar de novo a minha liberdade de espírito.

Sou livre para sentir. Quero ser livre para raciocinar.
Aspiro a uma fusão de corpo e alma.

Não consigo compreender para os outros.

Só na desordem de meus sentimentos é que compreendo
para mim mesma e é tão incompreensível o que eu sinto
que me calo e medito sobre o nada.