domingo, 3 de março de 2013

SEU OLHAR...MEU OLHAR

Seu  Olhar...Meu Olhar


Seus olhos são eternamente  gelados....eu sei...pois já senti
Como o amanhecer outonal...nas colinas distantes
O encontro do meu olhar ao seu
E como o abismo   próximo ao oceano
Cálido... silencioso... frio....intenso
Quantas vezes me afoguei....e como te amei

Me perdi em seu olhar
Delirei....supliquei
Seu olhar é escuro...sombrio
Tentei mergulhar em sua escuridão
E encontro sua alma
Melancólica e chorosa

Será porque nunca foi amado?
Seus olhos é uma eterna nostalgia
Do entardecer nos dias de inverno
Olhos de turquesa
Perfeitos e belos
Seu olhar são como espinhos de uma  rosa  morta

Espinhos forte...dolorosos
Meus olhos procuravam os  seus
Mas acabavam se machucando
E sangravam de tanto desprezo
De tanta dor....
A dor da indiferença

Meus olhos são castanhos
Como as folhas secas de outono
Meu olhar  é  silencioso
Como o sussurro dos ventos
Olhos da cor do céu em dias de chuva...
A essência do meu olhar  é tão profundo
Como as montanhas grandiosas

A união de nossos olhares
Sempre foram dolorosos e  cheios de segredos
Os meus olhos lhe dedicavam o meu amor
O meu olhar se humilhava aos seus
Sempre altivos
Já o seu olhar me dedicava a frieza da sua indiferença

Frios como espadas
E lindos como  uma prece....
Olhar quieto... vazio
Olhar de mal amado
Teus olhos  derramam lágrimas....como as gotas de neve
As águas que descem em sua face

São oceanos da  tua solidão
O meu olhar tem tantas feridas...
Nem o brilho do sol é capaz de iluminá-los
Somente a doce frieza do seus olhos me iluminam
Quando penso em você.





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LAGRIMAS

Lagrimas me vêm aos olhos.Esforço-me para que não
rolem na face, e todos vejam a minha tristeza.
Não quero que saibam da minha decepção.
Antes, todos me viam feliz, rindo por todos os cantos.
A alegria transbordava nos meus gestos, pelo meu olhar,
nos meus muito sorrisos.Hoje, fujo de todos. Não quero
que me vejam, pois o sorriso fugiu dos meus lábios, a
tristeza inundou meu coração. A fonte da minha alegria
e foi. Você, que até pouco encantava minha vida, agora, é
a razão do meu desencanto. Por que você se foi e deixou
este grande vazio no meu peito? Uma frieza tão intensa que

congelou meu coração, endureceu o meu rosto
e emudeceu a minha voz. Sem forças para responder
gualquer coisa, ouvi
perplexa a dura sentença e contemplei atônica a sua ida.
Sou um vulto agora, a perambular pelos cantos, tentando
compreender a crueldade do seu gesto.


REFLEXÇÃO

A VIDA PRESENTE

Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida.

Olho meus companheiros, nutrem esperanças.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Vamos de mãos dadas.



Não serei cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer,

não fugirei para as ilhas,

nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria: o tempo presente,

os homens presentes, a vida presente.

UM SOPRO DE VIDA


Não aguento muito tempo um sentimento
porque passo a ter angústia
e meu pensamento fica ocupado com o sentimento
e eu me desvencilho dele de qualquer jeito
para ganhar de novo a minha liberdade de espírito.

Sou livre para sentir. Quero ser livre para raciocinar.
Aspiro a uma fusão de corpo e alma.

Não consigo compreender para os outros.

Só na desordem de meus sentimentos é que compreendo
para mim mesma e é tão incompreensível o que eu sinto
que me calo e medito sobre o nada.