quinta-feira, 10 de abril de 2014

A DOR DA SAUDADE

A dor da Saudade.

Nesta noite linda, enluarada,
Sinto o frio meu corpo tocar.
Então, faço uma caminhada,
Na esperança de  lhe encontrar.

Logo caio na realidade
De que muito longe você está.
O que sinto é a dor da saudade
De um beijo não poder lhe dar.

Meu  coração bate acelerado,
Algo está querendo me dizer,
Deve ser que o meu amado
Uma surpresa vai me fazer.

Noto que você já está aqui.
A dor desaparece,
O amor só nos engradece
Finalmente posso sorrir.

Mas já é hora de voltar,
E outra vez nos separamos.
Sei que posso suportar
Pois tenho certeza de nos amarmos.

Como que me ofertando uma flor,
Demostra o mais puro e sincero amor.
Quando invadida pela dor da saudade,
Imagino você perto logo ao final da tarde.

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LAGRIMAS

Lagrimas me vêm aos olhos.Esforço-me para que não
rolem na face, e todos vejam a minha tristeza.
Não quero que saibam da minha decepção.
Antes, todos me viam feliz, rindo por todos os cantos.
A alegria transbordava nos meus gestos, pelo meu olhar,
nos meus muito sorrisos.Hoje, fujo de todos. Não quero
que me vejam, pois o sorriso fugiu dos meus lábios, a
tristeza inundou meu coração. A fonte da minha alegria
e foi. Você, que até pouco encantava minha vida, agora, é
a razão do meu desencanto. Por que você se foi e deixou
este grande vazio no meu peito? Uma frieza tão intensa que

congelou meu coração, endureceu o meu rosto
e emudeceu a minha voz. Sem forças para responder
gualquer coisa, ouvi
perplexa a dura sentença e contemplei atônica a sua ida.
Sou um vulto agora, a perambular pelos cantos, tentando
compreender a crueldade do seu gesto.


REFLEXÇÃO

A VIDA PRESENTE

Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida.

Olho meus companheiros, nutrem esperanças.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Vamos de mãos dadas.



Não serei cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer,

não fugirei para as ilhas,

nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria: o tempo presente,

os homens presentes, a vida presente.

UM SOPRO DE VIDA


Não aguento muito tempo um sentimento
porque passo a ter angústia
e meu pensamento fica ocupado com o sentimento
e eu me desvencilho dele de qualquer jeito
para ganhar de novo a minha liberdade de espírito.

Sou livre para sentir. Quero ser livre para raciocinar.
Aspiro a uma fusão de corpo e alma.

Não consigo compreender para os outros.

Só na desordem de meus sentimentos é que compreendo
para mim mesma e é tão incompreensível o que eu sinto
que me calo e medito sobre o nada.