terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
ORAÇÃO
Ô virgem das esferas sempiternas!
Ô meu anjo da guarda! Ô minha musa!
Minha esposa imorta!
Bate as trevas que enlutam meu caminho,
Protege na jornada desde mundo
Minh´alma tua igual!
Nos loiros dias de risonha infância
Desdobraste sobre ela as vestes asas
Gotejantes de luz...
Dá-me hoje alento que meu ser fraqueia.
Enxuga-me os suores do suplício,
Conforta-me na cruz!
Eu vejo ao longe as sombras que se enrolam,
O raio que flameja, ruge e passa:;
Das nuvens através;
Meu seio é todo angústias, a tristeza,
Como a boa voraz, me arrocha os membros
Em seus rijos anéis!
Sacode as plumas, anjo do infinito,
Pisa os vermes do chão e os corvos negros
Que folgam junto a mim!
Não consintas que o espirito das trevas
Se assente nos debruns de teu vestido
E faça seu vestim!
A tormenta do céu sacode as plantas,
Fustiga das montanhas o costado
Tremenda em seu furor!
Mas os ventos da intriga e da calúnia
Não deixam nos arbustos que açoitaram
Nem sombra de uma flor!
Eles passaram crebos e cruentos
Sobre minha cabeça inda aquecida
Da mocidade ao sol!
Na estação do prazer, eis-me sentada
Do mar da vida nas bravias costas,
Sem lume, sem farol!
Eu quero andar! Eu sei que no futuro
Inda há rosas de amor, inda há perfumes,
Há sonhos de encantar!
Não, eu não sou daqueles que a descrença
Para sempre curvou, e sobre a cinza
Desbruçam-se a chorar!
Lança um raio de luz em meu camnho,
Protege na jornada desde mundo
Minh´ alma tua igual,
Ô virgem das esferas sempiternas!
Ô meu anjo a guarda! Ô minha musa!
Minha esposa imortal!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
LAGRIMAS
Lagrimas me vêm aos olhos.Esforço-me para que não
rolem na face, e todos vejam a minha tristeza.
Não quero que saibam da minha decepção.
Antes, todos me viam feliz, rindo por todos os cantos.
A alegria transbordava nos meus gestos, pelo meu olhar,
nos meus muito sorrisos.Hoje, fujo de todos. Não quero
que me vejam, pois o sorriso fugiu dos meus lábios, a
tristeza inundou meu coração. A fonte da minha alegria
e foi. Você, que até pouco encantava minha vida, agora, é
a razão do meu desencanto. Por que você se foi e deixou
este grande vazio no meu peito? Uma frieza tão intensa que
congelou meu coração, endureceu o meu rosto
e emudeceu a minha voz. Sem forças para responder
gualquer coisa, ouvi
perplexa a dura sentença e contemplei atônica a sua ida.
Sou um vulto agora, a perambular pelos cantos, tentando
compreender a crueldade do seu gesto.
rolem na face, e todos vejam a minha tristeza.
Não quero que saibam da minha decepção.
Antes, todos me viam feliz, rindo por todos os cantos.
A alegria transbordava nos meus gestos, pelo meu olhar,
nos meus muito sorrisos.Hoje, fujo de todos. Não quero
que me vejam, pois o sorriso fugiu dos meus lábios, a
tristeza inundou meu coração. A fonte da minha alegria
e foi. Você, que até pouco encantava minha vida, agora, é
a razão do meu desencanto. Por que você se foi e deixou
este grande vazio no meu peito? Uma frieza tão intensa que
congelou meu coração, endureceu o meu rosto
e emudeceu a minha voz. Sem forças para responder
gualquer coisa, ouvi
perplexa a dura sentença e contemplei atônica a sua ida.
Sou um vulto agora, a perambular pelos cantos, tentando
compreender a crueldade do seu gesto.
REFLEXÇÃO
A VIDA PRESENTE
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida.
Olho meus companheiros, nutrem esperanças.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Vamos de mãos dadas.
Não serei cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer,
não fugirei para as ilhas,
nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria: o tempo presente,
os homens presentes, a vida presente.
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida.
Olho meus companheiros, nutrem esperanças.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Vamos de mãos dadas.
Não serei cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer,
não fugirei para as ilhas,
nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria: o tempo presente,
os homens presentes, a vida presente.
UM SOPRO DE VIDA
Não aguento muito tempo um sentimento
porque passo a ter angústia
e meu pensamento fica ocupado com o sentimento
e eu me desvencilho dele de qualquer jeito
para ganhar de novo a minha liberdade de espírito.
Sou livre para sentir. Quero ser livre para raciocinar.
Aspiro a uma fusão de corpo e alma.
Não consigo compreender para os outros.
Só na desordem de meus sentimentos é que compreendo
para mim mesma e é tão incompreensível o que eu sinto
que me calo e medito sobre o nada.

Nenhum comentário:
Postar um comentário