quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

UMA LENDA DE AMOR


                                                   UMA LENDA DE AMOR

Varei a noite
debruçada em ânsias

                                    O  pouco  que cochilava
                                     dormia e sonhava
                                     que varava acordada
                                     debruçada em ânsias.


Sonhos proscritos
em meio
a escritos vãos,
não se davam à  interpretação.


                                       Mas num isntante de magia,
                                       Eu  me debrucei, inserte à mesa 
                                       Enguanto meu proprio poema me lia!


Nas dimensões desta poesia
Meu poema adormeceu, cansada
e eu me lancei à ventania!
E repousei mansa, ao teu lado
beijando a tua boca, que dormia!


                                       A noite se recolheu ao infinito
                                       E nenhum poema jamais escrito
                                       Descreveria o amor tão falado
                                       Da menina lua, e do menino aluado!



                           
                                                       






    












                

Um comentário:

  1. belíssimo poema Edileuza!!! Parabéns pela inspiração posta em versos!!! abraços

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LAGRIMAS

Lagrimas me vêm aos olhos.Esforço-me para que não
rolem na face, e todos vejam a minha tristeza.
Não quero que saibam da minha decepção.
Antes, todos me viam feliz, rindo por todos os cantos.
A alegria transbordava nos meus gestos, pelo meu olhar,
nos meus muito sorrisos.Hoje, fujo de todos. Não quero
que me vejam, pois o sorriso fugiu dos meus lábios, a
tristeza inundou meu coração. A fonte da minha alegria
e foi. Você, que até pouco encantava minha vida, agora, é
a razão do meu desencanto. Por que você se foi e deixou
este grande vazio no meu peito? Uma frieza tão intensa que

congelou meu coração, endureceu o meu rosto
e emudeceu a minha voz. Sem forças para responder
gualquer coisa, ouvi
perplexa a dura sentença e contemplei atônica a sua ida.
Sou um vulto agora, a perambular pelos cantos, tentando
compreender a crueldade do seu gesto.


REFLEXÇÃO

A VIDA PRESENTE

Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida.

Olho meus companheiros, nutrem esperanças.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Vamos de mãos dadas.



Não serei cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer,

não fugirei para as ilhas,

nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria: o tempo presente,

os homens presentes, a vida presente.

UM SOPRO DE VIDA


Não aguento muito tempo um sentimento
porque passo a ter angústia
e meu pensamento fica ocupado com o sentimento
e eu me desvencilho dele de qualquer jeito
para ganhar de novo a minha liberdade de espírito.

Sou livre para sentir. Quero ser livre para raciocinar.
Aspiro a uma fusão de corpo e alma.

Não consigo compreender para os outros.

Só na desordem de meus sentimentos é que compreendo
para mim mesma e é tão incompreensível o que eu sinto
que me calo e medito sobre o nada.